Inquietação schopenhaueriana de um professor de filosofia em seu primeiro ano de magistério.
No meu primeiro
ano de sala de aula a questão
do ensino de filosofia deixou de ser meramente pedagógica ao meu olhar para se
transformar em um verdadeiro problema filosófico nos moldes schopenhauerianos
da angústia.
A disciplina de filosofia sempre enfrentou problemas com relação a sua identidade, seu papel, sua função na vida escolar e de como proceder com a realidade dada, talvez, por sua história de luta, reestruturação e volta ao currículo escolar. Esses problemas colocam a filosofia uma condição marginal diante das outras disciplinas. É sabido que o modelo de escola brasileira é tecnicista, visando sempre o mercado de trabalho, formando indivíduos treinados para se adaptarem a sociedade já pronta e acabada. A filosofia nesse contexto, não é valorizada por não possuir uma utilidade aparentemente prática. A disciplina de filosofia inserida na escola possui mais um desafio filosófico que propriamente pedagógico. O professor de filosofia quando constantemente indagado sobre o “ Por que filosofia?” vai se deparar com a necessidade tecnicista da educação. O que fere a identidade da mesma. A filosofia tem como ponto central o encaminhar do indivíduo para a autonomia. Incentivar a autonomia de um indivíduo significa proporcionar instrumentos intelectuais para transformar sua realidade, não molda-lo para ser mais uma peça de xadrez nesse jogo pragmático que é a sociedade pós-industrial.
O maior desafio do Professor de filosofia é como melhor ministrar a sua disciplina em 50 minutos. O segundo desafio é como interligar conteúdos, habilidades, histórias, modos de proceder, efetivamente possíveis e férteis, especialmente para os alunos, possibilitando-lhes estabelecer relações com as outras disciplinas, para que ao sair da escola o aluno não saía com uma educação mecânica e condicionada ao mercado, mas, que ele dê um passo no caminho da autonomia e da vida crítica. O trabalho do professor Silvio Gallo ( que eu idolatrava na graduação) é um dos referencias teóricos para os PCNs e programas curriculares da disciplina de filosofia no ensino médio, é uma instituição quando o assunto é o ensino de filosofia na escola. Ele propõe ao professor de filosofia que transforme sua sala de aula numa oficina, que o principal objetivo é confeccionar conceitos passando da superficialidade... Eu adorava a ideia e sonhava em ser um mestre artesão de conhecimento...a realidade me foi bastante dura. O que me levou a escrever um e-mail para ele com a seguinte pergunta: "Como confeccionar conceitos em 50 minutos semanais para pessoas que não possuem ferramentas?"
A pergunta ainda não foi respondida pelo Gallo e está longe de ser respondida por essa professora que vos escreve.
A disciplina de filosofia sempre enfrentou problemas com relação a sua identidade, seu papel, sua função na vida escolar e de como proceder com a realidade dada, talvez, por sua história de luta, reestruturação e volta ao currículo escolar. Esses problemas colocam a filosofia uma condição marginal diante das outras disciplinas. É sabido que o modelo de escola brasileira é tecnicista, visando sempre o mercado de trabalho, formando indivíduos treinados para se adaptarem a sociedade já pronta e acabada. A filosofia nesse contexto, não é valorizada por não possuir uma utilidade aparentemente prática. A disciplina de filosofia inserida na escola possui mais um desafio filosófico que propriamente pedagógico. O professor de filosofia quando constantemente indagado sobre o “ Por que filosofia?” vai se deparar com a necessidade tecnicista da educação. O que fere a identidade da mesma. A filosofia tem como ponto central o encaminhar do indivíduo para a autonomia. Incentivar a autonomia de um indivíduo significa proporcionar instrumentos intelectuais para transformar sua realidade, não molda-lo para ser mais uma peça de xadrez nesse jogo pragmático que é a sociedade pós-industrial.
O maior desafio do Professor de filosofia é como melhor ministrar a sua disciplina em 50 minutos. O segundo desafio é como interligar conteúdos, habilidades, histórias, modos de proceder, efetivamente possíveis e férteis, especialmente para os alunos, possibilitando-lhes estabelecer relações com as outras disciplinas, para que ao sair da escola o aluno não saía com uma educação mecânica e condicionada ao mercado, mas, que ele dê um passo no caminho da autonomia e da vida crítica. O trabalho do professor Silvio Gallo ( que eu idolatrava na graduação) é um dos referencias teóricos para os PCNs e programas curriculares da disciplina de filosofia no ensino médio, é uma instituição quando o assunto é o ensino de filosofia na escola. Ele propõe ao professor de filosofia que transforme sua sala de aula numa oficina, que o principal objetivo é confeccionar conceitos passando da superficialidade... Eu adorava a ideia e sonhava em ser um mestre artesão de conhecimento...a realidade me foi bastante dura. O que me levou a escrever um e-mail para ele com a seguinte pergunta: "Como confeccionar conceitos em 50 minutos semanais para pessoas que não possuem ferramentas?"
A pergunta ainda não foi respondida pelo Gallo e está longe de ser respondida por essa professora que vos escreve.
Lia Araújo
REFLEXÕES DO COTIDIANO PROFISSIONAL
1. “A
educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a
vida, é a própria vida” (John Dewey)
Você como professor atuante no
ensino médio, fazendo uma análise da estrutura atual envolvendo proposta
curricular, carga horária, clientela, condições de trabalho, como expressar em uma palavra?
Clique e contribua com sua ideia:
2. Expressar em poucas palavras, que mudanças você faria na atual estrutura do Ensino Médio, de forma a torná-lo com um nível de proficiência aceitável (5.0). Atualmente os resultados do IDEB são:
ANO |
ACRE |
BRASIL |
PRIVADO AC |
PRIVADO BRASIL |
2007
|
3,3
|
3,5
|
5,1
|
5,6
|
2009
|
3,5
|
3,6
|
-
|
5,6
|
2011
|
3,3
|
3,7
|
5,0
|
5,7
|
2013
|
3,3
|
3,7
|
5,3
|
5,4
|
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